Fátima Spínola
Xeque-Mate

Instalação · 2012

Xeque-Mate

Sobre a obra

Das muitas memórias relativas ao vinho, uma impôs-se com mais afecto: o momento de pisar as uvas.

Nos anos 90, durante a minha infância, comecei a participar nas vindimas. Era um momento de convívio familiar no qual todos tinham um papel. Normalmente, às crianças, cabia ajudar as mulheres a apanhar as uvas, mas de vez em quando era-nos permitido pisá-las. A mim, as hierarquias pareciam castas e o mosto parecia o sangue.

“Xeque-mate” aborda o tema do Vinho através da sua relação metafórica ao sangue. O lagar transforma-se num campo de batalha, num tabuleiro de jogo onde a presença humana é pressentida na presença das botas. Terá a infantaria abandonado as botas no campo de batalha ou estará ela parada sobre o sangue que derramou?

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