
Instalação · 2022
Rasura
Sobre a obra
“Rasura” surge como mote à criação de instalações, esculturas e desenhos que partem da observação da intenção, quase obsessiva, de destruição da representação da figura humana. Vemos isso acontecer na azulejaria, na escultura, nos cartazes publicitários e em tantas outras formas, numa violência simbólica sobre as representações de figuras-tipo de diferentes classes sociais, géneros e profissões, em particular nas representações que habitam o espaço público.
Esta proposta curatorial não é uma apologia de tais práticas, bem pelo contrário, é sim uma forma de criação a partir de processos de desconstrução da figura humana e das relações sociais contemporâneas. A violência é colocada em destaque de forma objetiva e física, mas também de forma simbólica, subjetiva, consciente ou inconsciente. Rasura trabalha sobre a observação da fabricação contínua de crenças, que fazem com que o indivíduo se posicione no espaço social segundo critérios e padrões do discurso dominante, desconstruindo-o e recriando-o segundo a perspectiva de cinco mulheres.